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mar 12

Em defesa da Taxa Negocial Coletiva

A CUT defende a extinção do imposto sindical, entendendo que o imposto é uma prática na qual a Central condena no ponto de vista que o sindicato deve ser sustentado pelos seus associados e ele devem contribuir de forma voluntária. Esse imposto anual possibilita que muitos sindicatos tenham recursos durante todo o tempo sem trabalho algum na base, sem ter nenhum compromisso com os trabalhadores. Nós da CUT temos uma visão muito clara que é o fim do imposto sindical chamado de contribuição sindical. É preciso deixar muito claro que não estamos defendendo simplesmente o fim do imposto sindical. Queremos substituí-lo pela contrribuição sobre a negociação coletiva, uma forma de sustentação financeira que será decidida e aprovada ou não pelos próprios trabalhadores (as), em assembléias soberanas e amplamente divulgada, para que todos tenham a possibilidade de participar. Esse formato de contribuição sobre a negociação coletiva também não é um conceito novo, é algo absolutamente em concordância com as resoluções que a CUT vem tomando desde sua fundação. Leia esse trecho de resolução do 1º Congresso Nacional da CUT, escrito em agosto de 1984. É importante que os sindicatos cutistas que, ainda vivem dependendo do imposto sindical, façam uma reflexão em conjunto com os trabalhadores da base. Hoje, os sindicatos recebem 60%, as confederações 15%, as federações 5%,as centrais sindicais 1o% e o Min.do Trabalho 10%. Não é uma contribuição correta e nós precisamos rever todo esse processo. No entanto, depende do Congresso Nacional e a CUT vai está apoiando o fim desse imposto. Os trabalhadores(as) têm o direito de escolher seu sindicato, de decidir de que forma vão sustentá-lo e de poder se organizar livremente em seus locais de trabalho.